sexta-feira, 19 de julho de 2013

Poesia (19.5)

Pressa Amiga

Do meu coração apressado
Marca-se o desespero cerrado
Num amanhã que só sei
Que haverá
Pela minha certeza transformada.

Juro pelos elementos que quiseres:
Não irei te machucar.
Nenhuma gota de sangue
Há de ser derramada
Nesse novo alicerce
Que será construído
De qualquer forma.

Quero o nascer de um novo dia
Sem medo de ficar sem ar,
Quero o sol em meu rosto
E tuas mãos
Fechando as cortinas
Para ficarmos juntos
Mais alguns minutos.

Nas minhas veias erradas
Há sangue nosso
Que hei de fazer certo
Se tua mão me deres
Nesse novo tão velho
Querer.

Estou lutando por mim.
Pelo meu lugar ao sol.
Se quiseres vir comigo
Estarei a te esperar.

Caminharemos juntos.

Poesia (19.4)

Chovemos

O que fazer com a chuva
Que corre por dentro?
Com toda essa água
Do Mar
Que ainda deságua em mim?
Escondê-la.
Fingir vapor.
Chorá-la até secar.


Na madrugada clara,
Nos sonhos sinestésicos.
Onde conversamos
As mais reais conversas,
E depois nos beijamos
E brigamos por sabermos
Quão estamos errados.

As mágoas sonhadas
Não vão embora com acordar.
E eu fico sem saber
O que fazer com a chuva
Que torrencia em mim.

Poesia (19.3)

Corrida Viva

Não há forças que me façam
Por um mero segundo
Comprar uma briga tão velha
Quanto essa da razão
E o do que ainda resta
De coração em mim.

São passos mal dados
Em direção alguma
Com medo de tudo
Querendo estar parado
Mas odiando a situação estável
Querendo correr
Mas os pés descalços não permitem
A corrida;
Não se corre de pés descalços,
Não há tempo de ver onde se está indo.

Mas a euforia toma conta de tudo
E o vento empurra minhas costas
Até a dor quando vem
Não é sentida
Pela adrenalina da corrida que toma conta
Do meu rosto vermelho.

Mas não se corre pra sempre,
Não estarei correndo a todo momento.
Quando paro
E vejo meus pés ensanguentados
Vejo minhas pegadas atrás de mim
Vermelhas,
Molhadas,
Rogo poder voltar
E caminhar normalmente.

Mas sou eu.
Ainda sou eu.
E não sei fazer outra coisa
A não ser
Correr
O mais rápido que posso.

Então eu corro.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Poesia (19.2)

Do Nosso Amor

Da saudade que dá
Da falta que faz
Do silêncio que ficou
Dos beijos longos
Dos abraços demorados
Do vento frio no meu rosto
Dos morangos adocicados
Da tua barba no meu pescoço
Da tua cara de sono
Dos recados no vapor
(Escrevi que te amava
No vidro embaçado
Antes mesmo de dizer-te
Dei tantos sorrisos abobalhados)
Do aperto que machuca
Desses dias que não passam
Dessa dor fina e contínua
(Que só vai embora
Quando eu te tiver comigo
Sem prazo de validade)
Dos meus pés frios
Do aconchego do teu colo
Das caminhadas na calada da noite
De ter você como cobertor
Do nosso amor que não tem fim
De você
Que nunca há de sair de mim.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Poesia (19.1)

Weaknesses

A red explosion
Rides my mind
And as it leaves my veins
It gets to my eyes
And ears.

In me
Only the deep and loud desire
Of love
Remains.

Cannot hold my pulse,
My arms are weak
But I was once said to
That no poetry shall come
From strength
And only my weak wrist
Can write so properly
About such love
That makes me wonder
What should I wait
To see it as concrete as it feels.

When I lay weak 
In such arms
I shall say
That love has made me
The weakest one
Because
No other place
Shall feel
As weak and vulnerable
As once did love.

domingo, 9 de junho de 2013

Poesia (19.0)

2709

Longe.

Do meu coração que reclama,
Do meu corpo que pede você,
Dos meus carinhos
Que feitos calminhos
Com as pontas dos dedos
Fazem teu peito
Correr.

Estás longe.

Das verdades do meu amor absoluto,
Dos meus lábios que querem te beijar
A todo minuto,
Do meu pescoço
Que grudou na tua boca
Sem permissão.

Perto.

Da minha voz quieta e impaciente,
Das minhas desculpas sinceras
Pelos meus erros bobos
E inconvenientes,
Da minha vontade de atravessar o mapa
Pra te ver como nunca
Tão contente.

Estás perto.

Da minha mente insana
Que só contigo consegue
Ver a vida mais
Plena,
E mesmo achando eu
Minha vida tão pequena
Não quero mais ninguém
A não ser tu
Ao meu lado
No cinema.

Meu perto-longe.

Não hesito nesse amor tão novo,
Que quero mais perto,
Que quero de novo e de novo.
Deixemos longes os medos,
Tragamos para perto os acertos,
E nesse amor que amanhece
Quero ver contigo de perto
Um menino pequeno
E um futuro
Mais que certo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Poesia (18.9)

Meu Amor

Meu Amor é maiúsculo;
Não pode ser escrito
De outra forma
Ou descrito
Menor.

Meu Amor
É centrado e grande
Mesmo sendo eu
Tão desvairado
E você
Tão pequeno
Ao meu lado.

Meu Amor tem aquele gosto
De novidade
Mesmo que sejamos
Velhos e gastos
Para nossa pouca idade.

Meu Amor quer ganhar o mundo
E ter filhos,
Quer comer mais tortas de morango
E dormir sentindo seu perfume,
Quer acordar com você me olhando bobo
E passar o dia no teu colo.

Meu Amor é maiúsculo
E nada menos que isso,
Já que hoje aprendi
Que nesse Amor
O nosso Amar
É suspirar junto.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Poesia (18.8)

Os Suspiros Causados

Meus olhos se abrem
E não mais se fecham
Por nenhum segundo.
Meu nariz puxa o ar agradável 
Que você tem a sua volta.
Meus pulmões inflam.
Minha boca se desdobra
Em sorrisos bobos
E amáveis,
E vai se rasgando até a sua,
Que extasiada de felicidade,
Sorri de volta.

Ter a certeza de que você é a causa
Dos meus suspiros futuros
Deixa tudo quente
Como a água aconchegante
Que eu insistia em achar
Quente demais na sua cidade fria.

Você traz às minhas segundas-feiras trágicas
Um clima das sextas no parque da praia
Onde o frio bate meu rosto
Mansinho
E você bate a mão junto minha
E nos damos as mãos por alguns segundos.

Acordar com você me olhando
É o mesmo que receber um elogio,
E sou eu quem coço meu olho esquerdo
Tendo certeza
Que ter você aqui comigo
É o mais lindo elogio.

Não há motivo melhor
Para suspirar

Do que o nosso amor.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Poesia (18.7)

O Som de Dentro

Vasculho meus ouvidos
Tentando lembrar
Quem sou.
Não sabem...

Cada som trazia
Um diferente momento
Do coração.
Um rufar alto
Nas minhas veias.

Músicas tão antigas
Que ao tocadas
Sapateiam
No meu coração
De hoje.

Barulhos distintos
Que quando juntos
Somam minha dor de outrora
Na mesma dor de agora;
Ou trazem o sorriso bobo
Sem motivo
A não o existir da vida.

Rego minhas noites
Com melodias disformes
Que fazem de mim
Também um melodia:
Fora do passo;
Mas que ao ouvida
Toca fundo os olhos
Com lágrimas,
E mesmo despretensiosas,
Serão lágrimas de vida.

domingo, 19 de maio de 2013

Poesia (18.6)


Dark Red Path

Walking my red road
I’ve found it all,
I’ve done it all,
I’ve had it all.

Nothing can surprise me.
All my ways are simply boring,
If I must say.
All the things that can come up
Are the same things
That my overly powerful mind
Have already had it planned.

I am,
And I am sure,
An old fellow
That has lived
Twenty lives
In twenty years.

I am old
And wasted.
Love is now
My only aim.
And I shall fight
For any road
That might lead me through
This dark red
Path.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Poesia (18.5)


O Causador de Suspiros

Meus olhos se fecham
Por poucos segundos.
Meu nariz arde
Com o puxar do ar.
Meus pulmões inflam.
Minha boca se rasga
Num sorriso torto
E bobo
E ela vai se rasgando
Até onde as orelhas,
Extasiadas de felicidade,
Ouvem tua voz.

Saber que você é a causa
Dos meus suspiros diários
Deixa tudo quente,
Tudo morno e aconchegante
Nos dias chuvosos.

Você faz meus domingos enegrecidos
Sábados nublados,
Onde o frio que bate na janela
Deixa meu coração estremecido
Ao lembrar do teu sorriso manso
Que coça o olho esquerdo
Quando recebe um elogio meu,
Quando eu te acho
(E tenho certeza, viu?) lindo;
O mais lindo.

Não consigo mais pensar
Em melhor motivo
Para suspirar.

domingo, 28 de abril de 2013

Poesia (18.4)


My Road

It is my own path
I am building.
Yellow brick by yellow brick
Of my magic road
That shall lead me
To my
And only my own
Path
I am building

Though no small person
Shall step on it
Intruders might come
But without a warning
None shall stay

It is my own results
I am looking for
And none shall come in peace
I am building my path
In blood
And only blood interests me
I want my road
To be red;
And red it shall be.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Poesia (18.3)


Nepente

Devagar sem alarde
De mansinho foi chegando
Sem sequer pensar muito
Nos rumos que íamos tomando.

Sem mandar nas manobras
Deixei vires até aonde querias
Deixei deitar aqui eu mesmo
E tu ao meu lado
Mesmo sabendo que só no depois
Realmente estarias.

Ainda não há cheiro nem gosto
Ainda não há pele macia
Mas nos meus sonhos
Há algo que eu talvez
Sequer conhecia.

Foi-se tarde a dor de outrora
Que talvez volte mais tarde
Num descuido do agora
Tua presença se revelou
Tão forte
E com ela quero ficar
Até onde tivermos coragem
Já que levastes embora o sofrimento
Sem me tomar nenhuma vantagem.

domingo, 14 de abril de 2013

Poesia (18.2)


Under The Moon

As the sky would go dark
I would kiss your lips
Gently
And as the night would come
I would move my body
Towards yours
And make belief that we are here
For the night.

Finally the moon would show her face
And I would lay you by my side
And make a mess out of your hair
While singing a well-known song
That would make you see
That this dream shall come true
And under the moon
I would kiss you so gently
It would make you want
Never to wake up.

Under the moon
Your lips would meet mine
And let the night in the hands
Of the future.
Just under the moon
And with her as our own
Witness.

sábado, 13 de abril de 2013

Poesia (18.1)


A part

A wish of happiness
That has never been so sincere,
A deep wish of happiness
That people would claim
That shouldn’t come in tears.

Hopping for the better.
Tired of this whole story.
Moving as fast as I can
But not trying at all;
I’m moving with the wind blowing
My face
As I never believed
I’d be capable of.
Cheering for the best
Of all the human involved
In this messy disagreement of gentlemen.

And rooting for new beginnings.
For the new beginnings of us
Apart.

domingo, 10 de março de 2013

Poesia (18.0)


A Turn of Events

When my heart
So softly broken
So deeply wrong
Saw your face
For the first time
It told me
What I needed to feel

And my curves
Met your bones
In endless hugs
I was sure
That no other hug
Would be wanted ever again

It is glad
I shall say
That I heard a no before
It is glad
I shall say
That I once cried my green force out
It is glad
I must say
That this turn of events
Happened so quickly
When I needed the most

segunda-feira, 4 de março de 2013

Poesia (17.9)


Inocente

Um olhar pela janela.
Seu rosto me sorrindo plácido
Como quem diz
“Vá em frente,
Continue,
Você está lindo.”

Meu sorriso rubro
Retribuindo sua olhar
Enquanto eu terminava
Meu show.

O apelido que você me dera
Dito em voz alta
Faz meu sangue
Mais quente.

Nosso abraço de despedida
E aquele beijo inocente
Em meu rosto
Fazendo meu coração pular
Até o seu
E se perder no caminho.

Quantos beijos inocentes
Ainda serão dados
Em nome dos nossos
Sorrisos rasgados
Um pelo outro?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Poesia (17.8)


Devastado

Sem saber onde pisar
Ou até mesmo se devo caminhar
A longa estrada
Que sigo vendo
Tão longe.

Descompensado

Com a cabeça bamba
Presa ao meu pescoço
Por um fio de esperança
Que jaz em mim
Como ser vivo.

Deslocado

Sendo estranho
Onde já fui rei;
Perdido numa casa
Que comprei
A sangue.

Desconsiderado

Por ainda amar.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Poesia (17.7)


Vem

Ainda arrumo tua cama.
Deito minha cabeça
Na tua almofadinha.
Te tenho por alguns segundos
Nos sonhos.
Acordo querendo colo.

Arruma tuas lembranças,
Vem dormir comigo;
Sem nenhum tipo de sexo
Fazermos.
Vem dormir comigo,
Deitar do meu lado
E deixar descansar.
Descansar só
Para que eu não me canse
Só.

Faço o jantar.
A pizza no ponto.
Ponho a mesa no sofá,
Na sala vemos algum seriado
Que nos acalmará.
Comemos e rimos muito.
Não era sonho.

Te dou um beijo na testa
Antes de ires embora.
Outro beijo em teus olhos.
Te levo até o ônibus que nos separa.
Aceno com a cabeça teu partir
Com o meu coração.

Arruma aquele pijaminha.
Vem dormir comigo,
Arruma por uma noite minha vida.

Arruma tuas coisinhas.
Vem dormir comigo...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Poesia (17.6)


One Thousand Needles

That small humble heart
That is being broken over and over
Is mine.

Those lost tears
That were dropped
So long ago
Are still wet
In my cheeks.

The unspeakable sounds
That were shouted
In my head
Are still stuck inside
My throat.

What my heart still holds
It’s not love.
It has never been fully love,
If I may lay it that way.

Held up in a previous life,
Hung by a thin little finger
Is the promise of a new life.
And my hope gets terrified
As the needles come
Closer and closer.