quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Poesia (19.9)



Solitude And His Face

Like the pain.
Feel it underneath your eye.
I went looking.
I found.
I cried.
I couldn’t stop.

It was too painful not to look.
Like an accident on the road,
I was the driver that,
Willingly,
Slows down the speed
To see a dead,
Or almost dead,
Body.

His pictures were to be seen.
My blood was to be spilled, so.
The solitude that my body goes through
Is unimaginable
Since I cannot unseen
What I just saw.

Shadows cover his face briefly
And I am,
As for to speak,
Covered in my own solitude.

Thought about reaching the phone,
Calling you instead of crying wolf on the floor.
My hand couldn’t bear the weight of a call.

At one point my eyes dried,
Suffering with the sight of you two together,
You were with him
When you swore at the moon
And all the stars in my celling
That you would love me
And myself only
For a good and long eternity.
Now eternal is my pain.
And there is nothing you can do
To erase the past
That is carved in my eyes.

Those green beacons that you once swore
To be light in your dark way,
Beacons that I hope to guide me
Out of my solitude.

sábado, 5 de outubro de 2013

Poesia (19.8)



Lost Track

The acknowledgement that you are
Alone.
Lonely in your own body,
For as big as it is,
Flesh is not company.

For as unconditional as mothers love
Can be
They,
For as holy as they are,
Cannot fulfill your desire
For inner company.

For as many lovers as you might have
They,
As unholy as they get,
Will never fulfill that whole hole that crumbles
Within your fingers.

For as many friends as you may forgive
They,
As available as they could get,
Shan’t see you
As a necessary body-soul part.

Perhaps your own gentle touch
Can
As harsh as it might feel and sound
Comprehend
You and your own
Loneliness.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Poesia (19.7)


O Pecado Original

Estraçalhado no chão
Formigas ocupam
Seus lábios sujos,
Seu peito farto,
Suas costas nuas,
Sua barriga cheia,
Suas mãos culpadas...

...
...
...

A Primeira Culpa

Com dedos ágeis
Fora em busca de alívio,
Da dor que emerge à noite
Dos calafrios que a madrugada traz.
Procuraram o onde
Procuraram o quanto
E o o que.
Acharam todos,
Conseguiram.

A espera balançava
Seus dedos finos
Sob as mãos fervorosas.
O telefone toca,
Está chegando.
As mãos correm para fora
Da casa
No fim da viela
Uma luz única
E um ronco de morte
Uivando a madrugada quase imersa
Naquele desejo fugaz.
É o senhor?
Pergunta o ronco,
As mãos respondem
E carregam o peso do sabor
Mais rápidas do que nunca
Vêem o erro,
Ignoram-no e voltam pra casa.
Já lá dentro
Com seu ouro branco precioso
Começam os trabalhos.

Vai de uma vez, pensam.
Derramar tudo.
Colocar no mesmo.
E terminar em segundos.
Não.

A anatomia não permite essa pressa.
Lambuzaram-se as mãos grandes
Não deixando nada para trás
A não ser o novo,
O silencioso e novo
Arranhão vago nas costas.
As listras vermelhas na barriga,
A falta de delineamento dos traços,
E o coração já amarelado molenga.

...
...
...

Estraçalhado no chão
Formigas ocupam
Seus lábios sujos,
Seu peito farto,
Suas costas nuas,
Sua barriga cheia,
Suas mãos culpadas
E o gosto da culpa
Em sua boca oleosa.

domingo, 11 de agosto de 2013

Poesia (19.6)


Os Próximos Números

Foram dois lindos caminhos
Tomados com precisão
Sem necessidade de carinho
Mas com tudo aquilo
Que estava no coração.

Não havia meias palavras,
Metade de nada circundava minha pele,
Era uma certeza marcada
E já logo meu sangue
Sabia que era dele.

Foram passos dados dois a dois,
A minha mão acariciava a sua,
Meus olhos verdes nos eram faróis
Que iluminavam a rua
Só de ter você
Já me era suficiente o agora
E doloroso o depois.

Quero ver esse brilho
Os números multiplicar
Sem dor ou malefício
A nossa vida dobrar,
Sem roupa e com lágrimas risonhas
Quero tudo novo de novo
Mas dessa vez
Sem sombra.

Quero dar chance
Ao que nunca esteve longe,
Quero viver tanto
Como se nunca tivesse
Distante,
E abraçar os próximos anos
Do seu lado acalante
Pras próximas vidas
E por um futuro brilhante.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Poesia (19.5)

Pressa Amiga

Do meu coração apressado
Marca-se o desespero cerrado
Num amanhã que só sei
Que haverá
Pela minha certeza transformada.

Juro pelos elementos que quiseres:
Não irei te machucar.
Nenhuma gota de sangue
Há de ser derramada
Nesse novo alicerce
Que será construído
De qualquer forma.

Quero o nascer de um novo dia
Sem medo de ficar sem ar,
Quero o sol em meu rosto
E tuas mãos
Fechando as cortinas
Para ficarmos juntos
Mais alguns minutos.

Nas minhas veias erradas
Há sangue nosso
Que hei de fazer certo
Se tua mão me deres
Nesse novo tão velho
Querer.

Estou lutando por mim.
Pelo meu lugar ao sol.
Se quiseres vir comigo
Estarei a te esperar.

Caminharemos juntos.

Poesia (19.4)

Chovemos

O que fazer com a chuva
Que corre por dentro?
Com toda essa água
Do Mar
Que ainda deságua em mim?
Escondê-la.
Fingir vapor.
Chorá-la até secar.


Na madrugada clara,
Nos sonhos sinestésicos.
Onde conversamos
As mais reais conversas,
E depois nos beijamos
E brigamos por sabermos
Quão estamos errados.

As mágoas sonhadas
Não vão embora com acordar.
E eu fico sem saber
O que fazer com a chuva
Que torrencia em mim.

Poesia (19.3)

Corrida Viva

Não há forças que me façam
Por um mero segundo
Comprar uma briga tão velha
Quanto essa da razão
E o do que ainda resta
De coração em mim.

São passos mal dados
Em direção alguma
Com medo de tudo
Querendo estar parado
Mas odiando a situação estável
Querendo correr
Mas os pés descalços não permitem
A corrida;
Não se corre de pés descalços,
Não há tempo de ver onde se está indo.

Mas a euforia toma conta de tudo
E o vento empurra minhas costas
Até a dor quando vem
Não é sentida
Pela adrenalina da corrida que toma conta
Do meu rosto vermelho.

Mas não se corre pra sempre,
Não estarei correndo a todo momento.
Quando paro
E vejo meus pés ensanguentados
Vejo minhas pegadas atrás de mim
Vermelhas,
Molhadas,
Rogo poder voltar
E caminhar normalmente.

Mas sou eu.
Ainda sou eu.
E não sei fazer outra coisa
A não ser
Correr
O mais rápido que posso.

Então eu corro.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Poesia (19.2)

Do Nosso Amor

Da saudade que dá
Da falta que faz
Do silêncio que ficou
Dos beijos longos
Dos abraços demorados
Do vento frio no meu rosto
Dos morangos adocicados
Da tua barba no meu pescoço
Da tua cara de sono
Dos recados no vapor
(Escrevi que te amava
No vidro embaçado
Antes mesmo de dizer-te
Dei tantos sorrisos abobalhados)
Do aperto que machuca
Desses dias que não passam
Dessa dor fina e contínua
(Que só vai embora
Quando eu te tiver comigo
Sem prazo de validade)
Dos meus pés frios
Do aconchego do teu colo
Das caminhadas na calada da noite
De ter você como cobertor
Do nosso amor que não tem fim
De você
Que nunca há de sair de mim.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Poesia (19.1)

Weaknesses

A red explosion
Rides my mind
And as it leaves my veins
It gets to my eyes
And ears.

In me
Only the deep and loud desire
Of love
Remains.

Cannot hold my pulse,
My arms are weak
But I was once said to
That no poetry shall come
From strength
And only my weak wrist
Can write so properly
About such love
That makes me wonder
What should I wait
To see it as concrete as it feels.

When I lay weak 
In such arms
I shall say
That love has made me
The weakest one
Because
No other place
Shall feel
As weak and vulnerable
As once did love.